Ontem quando acordei, liguei a tv e me deparei com as fortes cenas da tragédia ocorrida nos últimos dias no Rio de Janeiro, talvez nem fosse pra eu me assustar porque essas notícias tem se tornado uma coisa corriqueira nos meio de comunicação, mas me senti na pele de cada uma daquelas pessoas e sofri junto delas.
No mês passado postei um artigo neste blog com o título “Eu Quis Dizer Você Não Quis Escutar,” onde tentei chamar a atenção para as catástrofes naturais e os problemas ambientais pelos quais o planeta vem passando. Infelizmente vejo o que escrevi como o roteiro de um filme num cenário desolador.
“Sabemos que eventos naturais, como diz a própria palavra, são naturais, porém, na proporção e intensidade que eles estão acontecendo, fica bem claro que a ação do homem tem sidodeterminante nesse processo”.
Mas quem são os responsáveis por essa indústria que vem gerando tantas tragédias? O que está acontecendo com nosso planeta? Estas perguntas vêma todo o momento a nossa cabeça como forma de buscar uma justificativa para tantos desastres. Só ainda não caímos na real que somos os operários dessa indústria, e todas as coisas que fazemos estão se revertendo contra nós no processo de ação e reação.
Já é passada a hora de parar de achar que isso é “problema dos outros” e não acontece com a gente, se estamos no mesmo barco, mais cedo ou mais tarde estamos sujeitos a ir juntos. Não adianta transferir o problema para os nossos filhos, remediar agora e encaminhar para o futuro, nossos filhos não merecem essa herança maldita resultado de nossas inconsequências. Temos nossa parcela de culpa, por isso, como forma de nos redimir criamos esse sentimento de solidariedade e compaixão com nossos irmãos atingidos pelas catástrofes.
Sei que irei continuar a dizer e ninguém vai querer escutar, talvez quando alguém queira escutar já seja tarde demais.
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